Trólebus - Revitalização Proposta e Melhorias na sua linha

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CORREDORES EXISTENTES:

1) Corredor “Casa Verde – Centro”:

Este corredor de 8 km ao longo das Avenidas Rio Branco, Marques de São Vicente, Ordem e Progresso e Caetano Álvares possui toda a infra-estrutura elétrica instalada, sem uso desde 2004 e originalmente, fazia parte das linhas operadas pelo consórcio da Área 4, responsável pela operação dos trólebus.
A nossa proposta é criar uma linha troncal “Casa Verde – Centro – Vila Carrão” ou “Casa Verde – Centro – Belém” a qual viria reativar o trecho da Casa Verde e revitalizar o Corredor Celso Garcia que hoje apresenta “folga” em sua capacidade de potência para os trólebus. Desta forma esta linha seria caracterizada como integrante das linhas da zona leste da “Área 4”.

A Revitalização do Corredor Casa Verde, viria com a criação de canaletas exclusivas à esquerda ao longo da Av. Eng° Caetano Álvares até o atual Terminal Casa Verde com extensão até o terminal Mandaquí, re-implantando os trólebus naquele bairro.


2) Corredor Celso Garcia (Centro – Penha):

Este Corredor de 11 km tem hoje a infra-estrutura elétrica para alimentar 70 trólebus mas atualmente está sub-utilizado. A sua re-qualificação irá se basear na criação de pistas exclusivas em um canteiro central, nos moldes dos atuais corredores, com bastante ênfase ao uso de trólebus (de 15 metros ou articulados) em linhas paradoras entre a Penha e o centro.

A idéia é tornar este trecho do corredor com predominância do uso dos trólebus (tração elétrica) aproveitando-se da infra-estrutura elétrica já existente, o que deverá trazer valorização imobiliária e melhoria na qualidade de vida deste corredor tão degradado pelo uso de ônibus diesel, altamente poluentes e ruidosos.
Com a prioridade para os trólebus nos semáforos e operando com características de um “metrô leve” com pequenas estações de áreas pagas (a exemplo do sistema empregado em Curitiba) a velocidade média poderá atingir 22 km/h, a freqüência será de 100 veículos/hora por sentido no pico, demanda disponível de 116 mil passageiros por dia e 2,7 milhões por mês.
Para estas características será necessária uma frota de 100 trólebus e a instalação de três subestações retificadoras adicionais e re-potencialização em outras duas, o que irá acrescentar 9500 kw de potência.

3) Corredor Vila Prudente – Centro:

Revitalizar o Corredor existente na Av. Paes de Barros, construindo a ligação com a Av. Celso Garcia através do Viaduto Bresser até o futuro Terminal Vila Prudente do “Corredor Tiradentes”, o qual será ligado ao Terminal São Mateus através das Avenidas Luis Inácio de Anhaia Melo e Sapopemba por meio do novo projeto de MONO-TRILHO.
Esta linha de trólebus irá ligar o Centro a ao novo Terminal Vila Prudente, utilizando um trecho do corredor Celso Garcia e Av. Paes de Barros, em vias totalmente segregadas, proporcionando maior velocidade média e irá fazer parte do conjunto de linhas do Corredor Tiradentes.

NOVOS CORREDORES

Novo conceito para corredores:

É inconcebível o modelo atualmente adotado nos atuais corredores de ônibus.
A existência de grande quantidade de linhas que utilizam parte do Corredor traz a formação de grandes comboios nas paradas, diminuição da velocidade média e grande concentração de poluentes.
Os corredores nestas condições perdem a oportunidade de se tornarem re-qualificadores urbanos.

Os corredores troncais devem possuir, basicamente, uma linha, ligando os dois extremos da linha, utilizando veículos de grande porte (articulado ou bi-articulado) com intervalo de 1 minuto.
As paradas devem ter uma área pré-paga, como uma mini linha de metrô, onde os passageiros irão embarcar nos veículos que possuem um único destino.
Ao longo do corredor e nos terminais deverão existir paradas de integração com linhas de ônibus alimentadoras que atenderão ao fluxo existente das áreas vizinhas.

Como existe um tráfego intenso de veículos, estes têm que ser não poluidores, portanto, o uso de trólebus é a opção mais correta.
Os problemas com falhas na rede elétrica, falta de energia e defeitos nos trólebus são perfeitamente eliminados com a operação, manutenções e planejamentos adequados, a exemplo do sistema de Metrô.

É imperativa a mudança do conceito de implantação e operação dos corredores. Uma das etapas mais difíceis, a construção física dos corredores, propriamente dita, já foi executada em vários bairros da cidade. Basta, agora, usar este espaço segregado de uma forma mais, lógica e correta, visando a diminuição da poluição nestes corredores.

Novo Corredor São João – Lapa:

Este corredor possui características propicias para o uso de trólebus.

- Poluição sob a via elevada:

Dos de 7,3 km de extensão, do centro até a Lapa, cerca de 1,1 km é percorrido debaixo da via elevada e outros 600 metros no túnel de acesso a Av. Francisco Matarazzo.
O tráfego de uma grande quantidade de ônibus diesel nas pistas centrais, trouxe um acumulo de fumaça, fuligem e poluentes com índices muito maiores daqueles observados anteriormente, quando os ônibus trafegavam nas pistas externas, fora do alinhamento da via elevada.
Estes índices também são muito elevados em outros corredores.
Está poluição tem deteriorado ainda mais toda a área ao longo deste trecho.

- Facilidades na instalação da rede elétrica.

A existência da estrutura da via elevada na Av. São João, o túnel e a posteação em ambos os lados ao longo da Av. Francisco Matarazzo, perfazendo uma extensão de 3,8 km, diminuirá os custos de implantação da rede de contato.
Sob o elevado e no túnel, a rede poderá ser fixada diretamente na estrutura de concreto, enquanto que na Av. Francisco Matarazzo, Rua Guaicurus, Rua M. Mello e Rua Clélia serão utilizados os postes da rede de distribuição já existente, com alguns remanejamentos de adequação.

As subestações de alimentação de pequeno porte poderão ser instaladas no canteiro central ao longo do trajeto e sob o elevado. Estima-se que serão necessárias 8 subestações retificadoras de 1000kw de potência cada uma.

MELHORIAS NAS LINHAS EXISTENTES:

 

LINHA 408-A - Machado de Assis - Cardoso de Almeida.

Esta linha tem um grande valor histórico, pois o trecho entre a Praça João Mendes e Aclimação foi o trajeto da primeira linha de São Paulo e do Brasil, inaugurada em 22 de Abril de 1949.

O trecho do centro até o Pacaembu foi inaugurado em 22 de Abril de 1953 e a linha entre Aclimação e Pacaembu foi efetivamente criada em 1955 como um serviço complementar.
Foi em Julho de 1957 que a linha se tornou principal e o número original da linha era 216.

Nesta linha, os pontos onde o piso esta em más condições, necessitando urgente recapeamento, são listados abaixo.

Na Aclimação:

* Rua Conselheiro Furtado entre a Rua da Glória e Pires da Mota, sentido bairro.
* Rua Bueno de Andrade entre Rua Pires da Mota e Rua da Glória, sentido centro.
* Avenida Aclimação desde Rua Pires da Mota até Av. Turmalina em ambos os sentidos.
* Rua Topázio em toda a sua extensão, desde Praça General Polidoro até Rua Paula Ney.

A rede deverá ser recuperada em todos estes trechos, com a substituição dos fios que já estão desgastados.

Uma melhoria seria a extensão de 1 km do atual terminal na Aclimação até a estação do metro Ana Rosa, pela própria Rua Machado de Assis.

No Pacaembu:

O piso está ruim nos seguintes trechos:

* Rua Marques de Itu entre Avenida Amaral Gurgel até a Rua Sabará
* Rua Maranhão em alguns pontos
* Avenida Arnolfo Azevedo em alguns pontos.
* Rua Zequinha de Abreu em toda a sua extensão. (pior estado).

A rede foi recuperada, e os fios foram renovados em um passado recente no trecho do centro até a Praça Vilaboim.
O trecho a ser recuperado, com a substituição dos fios será da Praça Vilaboim até o terminal Cardoso de Almeida.

Uma melhoria seria a extensão do atual terminal até as proximidades da PUC, pela Rua Cardoso de Almeida.

LINHAS 4112 E 4113 - Margarida Maria e Gentil de Moura.

Estas linhas também têm o seu valor histórico, inauguradas em 13 de Maio de 1955 e 21 de Maio de 1955 respectivamente para este bairro do Ipiranga, tão importante para a nossa cidade e o país.
Devemos lutar para a preservação e melhoria destas linhas.

Outra característica importante é que o itinerário destas linhas utilizam algumas ruas onde existe somente os trólebus como transporte coletivo por décadas, como a Rua Almeida Torres, Antonio Tavares e um trecho da Av. Lacerda Franco. Os moradores destas vias já estão acostumados ao menor ruído e ausência de poluição vindos de suas janelas

Os pontos onde o piso esta em más condições, necessitando urgente recapeamento, são listados abaixo.

* Rua Bueno de Andrade entre Rua Pires da Mota e Rua Almeida Torres em ambos os sentidos.
* Rua Almeida Torres em toda a sua extensão.
* Rua Antonio Tavares, desde o início até a Avenida Lacerda Franco.
* Avenida Nazareth, entre Rua Dom Luis de Lasagna até Rua Padre Marchetti.

A rede deve ser recuperada em toda a extensão destas linhas com a troca dos fios desgastados e é também necessário instalar uma subestação de força adicional na região do reservatório da SABESP, na Rua Coronel Diogo, para sanar o problema de energia fraca no trecho.

Uma extensão proposta seria a interligação da Avenida Nazareth até a Praça Alberto Lion, na futura parada do VLP, através da Avenida Dom Pedro I.

LINHA 2101 - Silvio Romero - Praça da Sé.

Vários trechos de fios desgastados deverão ser substituídos.

Uma extensão proposta seria ligar a Praça Silvio Romero à Rua Monte Serrat, podendo ser criadas linhas para a Penha, por exemplo.


LINHA 2102 - Jardim Vila Formosa - Praça da Sé.

Os pontos onde o piso esta em más condições, necessitando urgente recapeamento, são listados abaixo.

* Rua dos Trilhos em quase toda a sua extensão.
* Rua da Mooca, desde Rua dos Donatários até Rua do Acre, sentido bairro.
* Rua do Acre e Avenida Água Rasa.
* Avenida Regente Feijó em alguns trechos.
* Avenida João XXIII, principalmente entre Rua Alberto Camus até Av. 19 de Janeiro.

Vários trechos de fios desgastados deverão ser substituídos.


LINHAS 2280 E 2290 - Vila Carrão e São Mateus.

Estas linhas que percorrem as Avenidas Conselheiro Carrão, 19 de Janeiro, Conselheiro Carrão, Rio das Pedras e Mateo Bei, possuem características de linhas paradoras, pois nestes trajetos é predominante o transito misto e a velocidade média dos trólebus e ônibus fica comprometida.
Deverá ser estudada uma forma de tornar mais eficaz o uso das faixas exclusivas nas Avenidas 19 de Janeiro, Rio das Pedras e Mateo Bei.

LINHAS NA ÁREA CENTRAL.

A Área Central devera receber atenção especial, desestimulando e proibindo o uso de automóveis particulares em muitas vias, principalmente na área do "Centro Velho", para reduzir a poluição ambiental e sonora, revitalizando as três linhas entre Terminais e criando-se novas linhas de trólebus.
Além de servirem para as pequenas locomoções dentro do centro estas novas linhas poderão também ser turísticas, pois em seus itinerários estarão incluídos muitos prédios e monumentos históricos e turísticos, valendo-se do estudo encomendado pela ASSOCIAÇÃO VIVA O CENTRO.

Linhas Inter-terminais existentes:

2001 - Praça da Sé, Pátio do Colégio, Viaduto do Chá, Teatro Municipal, Av. Rio Branco, Terminal,Princesa Isabel, Praça da República, Terminal Bandeira, Praça da Sé. (Atualmente operada por ônibus diesel)

2002 - Praça da Sé, Pátio do Colégio, Viaduto do Chá, Teatro Municipal, Av. São João, Praça da República, Terminal Bandeira, Praça João Mendes,
Terminal Dom Pedro II, Praça da Sé.

2003 - Praça da Sé, Av. Rangel Pestana, Rua do Gasômetro, Mercado Municipal, Av. Ipiranga, Terminal Princesa Isabel, Praça da República, Rua Xavier de Toledo, Viaduto do Chá, Largo São Francisco, Praça da Sé. (Atualmente operada por ônibus diesel)


FRESAGEM E RECAPEAMENTO ASFÁLTICO:

Nossa proposta é dar prioridade e atenção especial na programação de fresagem e recapeamento asfáltico nos trechos indicados no mapa anexo.

Os locais indicados possuem rede de trólebus e as condições ruins do asfalto prejudicam sobremaneira a operação destes veículos, pois o balanço excessivo provoca o escape das alavancas coletoras de energia, danos na rede elétrica e prejudicam o trânsito e operação destas linhas.

O simples recapeamento melhoram significativamente a operação destes e de todos os outros veículos, trazendo, inclusive, ganho no tempo de viagem e diminuição da quantidade de ocorrências na rede elétrica.