| Trólebus - Problemas e Soluções |
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O Transporte da Cidade:
O sistema de transporte da cidade é dividido em oito áreas, as quais são operadas por oito consórcios de empresas.
Atualmente o Sistema de Trólebus se concentra na “Área 4” (vermelha), na zona leste da cidade, mas possui linhas que atingem parcialmente outras áreas, como também ocorre em outras áreas.
A região central é liberada para as linhas de todas as áreas.
A Concessão:
A frota, a garagem municipal e as linhas de trólebus são operadas por uma empresa de transporte privada, no regime de concessão.
Através de licitação pública, realizada em Janeiro de 2008, foi escolhido o consórcio de empresas, denominado “Consórcio 4 Leste”, por um período de dez anos, prorrogáveis por mais cinco anos.As cláusulas principais do contrato determinam que as linhas de trólebus licitadas devam utilizar os veículos trólebus e que 140 novos trólebus devam ser comprados para substituir os 140 veículos mais antigos da frota existente, reformados entre 1996 e 1998.
O período de entrega dos novos trólebus é de três anos, a partir da assinatura do contrato, com carência de seis meses.
Os recursos para a compra destes veículos serão desembolsados pelo Concessionário, através de empréstimos que podem ser feitos por um período de oito anos.
Ao longo dos anos, o sistema de arrecadação da tarifa irá permitir o ressarcimento do investimento do consórcio na renovação da frota pública de trólebus.
Os primeiros onze trólebus novos já estão em operação. Entre as inovações podemos destacar o piso baixo total, o sistema de abaixamento da altura da carroçaria para facilitar o acesso de pessoas idosas ou usuários com cadeiras de rodas e um novo tipo de motor (de corrente alternada) que á mais barato na aquisição e na manutenção. (Junho de 2009).
O gerenciamento do Sistema:
O gerenciamento do Sistema Trólebus é executado pela SPTrans que controla o uso da garagem, da frota pública e a qualidade da operação das linhas.
A manutenção e a operação da rede e das subestações de energia são executadas pela Eletropaulo-AES desde 1983.A boa inter-relação dos três órgãos, SPtrans, Eletropaulo-AES e o Concessionário, determina o correto funcionamento das linhas de trólebus. Quaisquer problemas em um dos órgãos irão provocar a instabilidade na qualidade dos serviços prestados.
A seguir, são identificados os principais problemas que tem prejudicado a qualidade da operação das linhas de trólebus e apontar as formas para as soluções dos mesmos.
PRINCIPAIS PROBLEMAS
A principal desvantagem para os trólebus é perder a sua alimentação por ocasião da falta de energia ou rompimento da rede.
Por que falta energia ou cai a rede?
A falta de energia, pura e simples, é muito rara e a razão principal da falta de energia na rede esta associada a um curto circuito provocado por danos na rede ou tirantes de sustentação rompidos em contato com a rede energizada.
Quando ocorre o curto-circuito, a energia no trecho é desligada como proteção, tal qual em nossas residências, e só poderá ser religada quando a rede for reparada.
A idéia é não danificar as redes.
Por que a rede se rompe?São três as principais razões:
1) Imperícia, irresponsabilidade ou falta de treinamento dos motoristas na operação dos trólebus (40%).
2) Péssimas condições de conservação do piso nas vias ao longo da maior parte dos trajetos das linhas que provoca o balanço do veículo e o desengate das hastes que se conectam com a rede. (20%).
3) Condições precárias de conservação das redes (40%).
O que pode ser feito para diminuir ou eliminar estes problemas?
1) Todos os motoristas de trólebus deveriam ser melhor treinados para que eles ajam com mais responsabilidade nas condução destes veículos especiais, os quais estão conectados a uma rede elétrica.
2) A conservação das vias é uma obrigação da prefeitura que irá beneficiar não só os trólebus, mas todos os veículos que circulam pelas vias na cidade.
3) A manutenção da rede não é como deveria ser, pois a empresa concessionária de energia, responsável pela operação e manutenção das redes, não possui um contrato de prestação de serviços com a prefeitura por conta de uma série de equívocos políticos do passado. Por causa deste impasse, a empresa diminuiu o número de funcionários e a manutenção se tornou dificultada. A prefeitura deve firmar rapidamente um contrato com esta empresa ou entrar em acordo para passar a ser responsável pela manutenção e operação das redes através de alguma empresa terceirizada, pondo um fim neste impasse que tem prejudicado o sistema de trólebus nos últimos anos. A eficácia na operação das redes é perfeitamente alcançável, eliminando-se as pendências jurídicas e financeiras entre as empresas envolvidas e a redução das taxas de tração elétrica também pode ser alcançada, bastando para isso vontade política.
Custo da operação é mais cara?
O custo de operação dos trólebus é mais cara. O preço da energia elétrica é 40% mais cara se comparada com o uso do diesel por quilometro rodado mas é menor se comparado aos gastos por veículo.
O quadro abaixo demonstra os custos comparativos entre a frota de ônibus diesel (modelo Padron) e de Trólebus (modelo Padron). Os valores foram extraídos de documentos com data base de Maio de 2008.
Existe também o custo referente a operação e manutenção das redes, estimado entre 8 e 12 Milhões por ano, dependendo do nível de eficiência que queira ser dada à manutenção.Entretanto, este custo adicional se compensa pela não emissão de poluentes na atmosfera.
A frota de 200 trólebus que circula no lugar de 200 ônibus diesel, deixa de produzir 156 toneladas de CO2 cada mês, além de outros poluentes e substancias químicas nocivas e os custos dos danos à saúde pública que esta massa de poluentes irá provocar, em tratamentos médicos com doenças respiratórias é maior que os custos adicionais dos trólebus.
Os custos dos danos da poluição do ar nunca são computados devidamente e nem incluídos nas planilhas como custo inerente do transporte.O uso de trólebus concentrados em um corredor traz mais eficiência, pois, apesar de operarem com velocidade média maior nas canaletas exclusivas, elimina a grande concentração de poluentes provenientes dos ônibus diesel nestes corredores. O incremento da velocidade média também diminui o custo da operação.
O Custo da energia elétrica:
O custo da energia elétrica poderá ser diminuído drasticamente, bastando apenas, ações políticas.
O Ministério de Energia pode criar uma tarifa de tração elétrica menor para todos os meios de transporte que utilizam eletricidade como o Metro, os trens e os trólebus.
Hoje, estes meios de transportes são altamente penalizados, pois, o preço da tarifa de energia é sobretaxada, justamente na hora do pico, quando os meios de transportes estão sendo usados em sua máxima capacidade, pois são enquadrados no tipo de tarifa utilizado para a indústria.
Ao contrario do que se diz, de acordo com especialistas, não existe crise de energia em nosso país. Existem ainda muitos recursos hídricos a serem explorados e o uso da eletricidade, fonte de energia renovável, nesta atividade nobre de transportar as pessoas com conforto, é bastante desejável.Links Relacionados:
1) Entrevistas sobre o Sistema Trólebus > http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/miltonjung/tag/trolebus/